Doces e Licores Conventuais

A Mostra

ALCOBAÇA, CIDADE DOS DOCES CONVENTUAIS

 

A Doçaria Conventual em Alcobaça é riquíssima e herdeira das tradições gastronómicas dos Monges de Cister, senhores dos antigos Coutos de Alcobaça que, em mais de sete séculos de permanência na região, deixaram como marca de excelência a sua dedicação à terra, à arte, à agricultura, ao empreendedorismo e também à doçaria conventual. São famosas as cornucópias, o Pão-de-Ló de Alfeizerão, as trouxas de ovos, o licor de ginja de Alcobaça, entre muitas outras iguarias.

Para poder apreciar e deliciar-se com estas e outras maravilhas, Alcobaça recebe a XIX Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais de 23 a 26 de novembro.

Os cerca de 40 participantes farão do Mosteiro de Alcobaça a montra da melhor doçaria conventual nacional e internacional.

São quase 20 anos desta grande Mostra Internacional, organizada pela Câmara Municipal Alcobaça, que foi pioneira na abordagem turística da doçaria conventual, trazendo anualmente, sempre em novembro, ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, dezenas de participantes e milhares de visitantes. Este evento destaca-se entre os melhores eventos gastronómicos internacionais, pela sua qualidade, originalidade e identidade, respeitando o legado da cultura cisterciense.

Alcobaça, hoje é reconhecida internacionalmente pela excelência da sua Doçaria Conventual.

A Mostra decorrerá em pleno Mosteiro de Alcobaça, eleito pela UNESCO Património da Humanidade e uma das Sete Maravilhas de Portugal, onde se poderá degustar o melhor do receituário conventual não só de Alcobaça mas, também, de outros mosteiros, conventos e pastelarias, nacionais e internacionais.

 

 

 

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MUITO AÇÚCAR, OVOS & AMÊNDOAS

 

A doçaria conventual portuguesa tem origem nos seus conventos e mosteiros, uma tradição de muitos séculos de história (uma história de muito labor) que engrandeceu a nossa gastronomia de reconhecimento internacional.

Os doces conventuais sempre estiveram presentes nas refeições que eram servidas nos conventos e os muito apreciados licores, destilados a partir de bagas e de várias plantas, eram inicialmente usados para fins medicinais.

Como se sabe, os ingredientes principais desta doçaria requintada, feita de amor e paciência, são o açúcar, as gemas e as amêndoas.

Foi a partir do século XV, com a expansão do comércio do açúcar, que os doces atingiram maior notoriedade. O açúcar possibilitava obter vários pontos de calda. As mãos sábias dos que o trabalhavam pacientemente, durante largas horas de experiências, obtinham doces divinais. Os pontos de calda também permitiam a preservação dos doces durante muitos dias.

Entre os séculos XVIII e XIX, Portugal era o maior produtor de ovos da Europa. Boa parte das claras dos ovos eram exportadas e usadas para, entre outros fins, engomar roupas elegantes da corte europeia. Com a chegada em larga escala de açúcar, das antigas colónias portuguesas, a inspiração dos monges e das monjas juntou o açúcar com as gemas iniciando aquilo que hoje se denomina de Doçaria Conventual.

Os nomes dos doces conventuais derivam da religião católica e da vida monástica: são as “barrigas de freira”, os “papos de anjo”, o “toucinho do céu”, nomes celestiais que tão bem conhecemos.

Como chegaram estas receitas até nós? A partir de 1834, com a extinção das Ordens Religiosas, que as receitas saíram dos conventos, passaram de mão em mão, de geração em geração e hoje, para nossa “devoção”, as deliciosas receitas de doces conventuais portugueses permanecem bem vivas e na nossa mesa.

Muitas das receitas mais emblemáticas, de doces e licores, podem ser degustadas e apreciadas no Mosteiro de Alcobaça de 23 a 26 de novembro, às quais se juntam receitas internacionais.

 

 

 

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DESTAQUES & NOVIDADES DA EDIÇÃO 2017

 

» Lançamento do Pão-de-Ló de Coz

23 de novembro, 16h30

 

» Regresso à Mostra do Mosteiro de Santa Maria de Sobrado

(Património da Humanidade) – Mosteiro espanhol cisterciense, de fundação medieval, situado em Sobrado (Corunha, Galiza).

Ordens Religiosas Presentes: Ordem de Cister, Ordem de Santa Clara e Ordem de São Bento

 

» Apresentação de Obras Bibliográficas:

 

23 De Novembro, 18h30

“Doçaria Conventual de Lorvão”
Autoria do Professor Nelson Correia Borges

 

24 De Novembro, 18h30

“Cinco Séculos À Mesa – 50 Receitas Com História” (2016)
De Guida Da Silva Cândido

 

24 De Novembro, 18h30

» “PEDRO E INÊS- UMA HISTÓRIA DE AMOR"
Da Autora Alcobacense Vanda Furtado Marques
Com Ilustrações De Ana Mateus

 

 


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DOCES & LICORES PRESENTES NA MOSTRA

 

Entre muitas outras iguarias destacam-se:

Cornucópias (Alcobaça), Pão-de-Ló de Alfeizerão (Alcobaça), Pastéis de Santa Clara (Coimbra), Brisas do Liz (Leiria), Licor de Ginja (Alcobaça), Licor de Singeverga (Roriz – Santo Tirso), D. Rodrigo (Portimão), Pão de Rala (Alentejo), Trouxas do Mondego (Tentúgal), Pudim Abade de Priscos (Braga).

Participação especial do Mosteiro de Santa Maria de Sobrado. Os monges desta comunidade monástica são responsáveis por transformar uma parte da produção de leite do Mosteiro no “Dulce de Leche”, um produto genuíno conventual.

 

 

 

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Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais
Data: 23 a 26 de novembro de 2017
Local: Mosteiro de Alcobaça
Organização: Câmara Municipal de Alcobaça


 

 

 

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