Doces e Licores Conventuais

A Mostra

ALCOBAÇA: DOÇARIA CONVENTUAL DE EXCELÊNCIA!

 

Alcobaça recebe mais uma edição da Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais. De 14 a 17 de novembro, poderá degustar o melhor do receituário conventual não só de Alcobaça mas, também, de outros mosteiros, conventos e pastelarias, nacionais e internacionais.

A Câmara Municipal de Alcobaça promove, há mais de duas décadas, a Doçaria Conventual assente na herança e na identidade dos Monges e das Monjas de Cister, senhores dos antigos Coutos de Alcobaça que, em cerca de oito séculos de permanência na região, deixaram como legado a dedicação à terra, à arte e, também, à requintada doçaria conventual.

Devido às obras de requalificação do Mosteiro de Alcobaça esta edição terá uma nova entrada – pela Igreja do Mosteiro. Contará ainda com uma tenda que albergará os expositores de licores situada na Praça D. Afonso Henriques - a “Botica dos Monges”. 

Este ano temos muitas novidades, junte-se a nós, a “divina gula” está ao seu dispor na Mostra de Doces e Licores Conventuais  em Alcobaça!

 

 

 

 

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DOCES E LICORES DOS CONVENTOS E DOS MOSTEIROS | A DIVINA GULA

 

A doçaria conventual portuguesa tem origem nos seus conventos e mosteiros. Pelas mãos dos frades e freiras, monges e monjas, criaram-se doces verdadeiramente divinais.

E como chegaram estas receitas até nós? Foi a partir de 1834, com a extinção das ordens religiosas, que as receitas saíram dos conventos e passaram de mão em mão, de geração em geração, para que, hoje, para nossa “devoção”, as deliciosas receitas de doces conventuais permaneçam bem vivas na nossa mesa.

Os doces conventuais sempre estiveram presentes nas refeições, por vezes parcas, por vezes faustosas, que eram servidas nos conventos e nos mosteiros. Os muito apreciados licores, destilados a partir de bagas e de várias plantas, eram usados para fins medicinais.

Os ingredientes principais desta doçaria requintada, feita de amor, labor, dedicação e muita paciência, são as gemas, o açúcar e as amêndoas.

Foi a partir do século XVI, com a expansão do comércio do açúcar, que os doces atingiram maior notoriedade. O açúcar possibilitava obter vários pontos de calda e as mãos sábias dos que o trabalhavam pacientemente, durante largas horas de experiências, perceberam que os pontos de calda também permitiam a conservação dos doces.

Entre os séculos XVIII e XIX, Portugal era o maior produtor de ovos da Europa. Boa parte das claras dos ovos eram exportadas e usadas para engomar roupas elegantes da corte europeia.

Os nomes dos doces conventuais derivam da cultura católica e da vida monástica: são as “barrigas de freira”, os “papos de anjo”, o “toucinho-do-céu”, nomes celestiais que tão bem conhecemos.

 

 

 

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MOSTEIRO DE ALCOBAÇA | OBRA-PRIMA DA ARQUITECTURA CISTERCIENSE

 

O imponente Mosteiro de Alcobaça, classificado Património da Humanidade pela UNESCO, em 1989, é um dos mais belos testemunhos da arquitetura cisterciense de toda a Europa. Com cerca de 900 anos, conserva intacto o conjunto das dependências medievais.

A sua Nave Central é a maior igreja monástica cisterciense e uma das maiores da Europa. As naves laterais são praticamente da altura da nave central, o que cria uma maior sustentabilidade do edifício e o torna único.

Contemporâneo da fundação de Portugal, o Mosteiro acompanhou de perto a sua História nos momentos mais decisivos. Foi fundado pelo nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques, através da doação do território, conhecido pelos Coutos de Alcobaça, à Ordem de Cister, no século XII. Após o alargamento do território do reino até ao rio Tejo, com a conquista da cidade de Santarém, D. Afonso Henriques doou à ordem de Cister em 1153, através de S. Bernardo (Bernardo de Claraval), as terras à volta de Alcobaça para aí se construir um mosteiro. As obras iniciaram-se em 1178, tendo a consagração da igreja, ainda incompleta, sido dada em 1223.

 

 

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ANIMAÇÃO | DESTAQUE

 

“SONS DO SILÊNCIO”
CONCERTOS EXCLUSIVOS NA IGREJA DO MOSTEIRO


No âmbito da 21ª Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais e tendo em conta a importância monumental e turística do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, obra-prima do génio criativo da humanidade, Património Mundial da UNESCO, o Município de Alcobaça celebra esta herança única presenteando a população com um ciclo de concertos de Coros na Igreja do Mosteiro, a maior igreja monástica cisterciense e uma das maiores da Europa, trazendo um reportório de música sacra e espiritual a esta imponente sala.
Assim, a majestosa Nave Central do Mosteiro de Alcobaça será palco de vários concertos únicos, dos quais destacamos, em estreia absoluta em Portugal, o coro inglês “The Choir of Saint Paul’s Cathedral” – de Londres.

Residentes na Catedral de São Paulo, em Londres, o Coro da Catedral de São Paulo, durante a maior parte do ano, é composto por 30 meninos coristas agudos, 8 estagiários e 12 cantores adultos profissionais, que cantam alto, tenores e baixo.
Na essência do Coro está o canto do Coral Evenson todos os dias, com os Corais Matinais e a Eucaristia Cantada aos domingos. Além dessa rotina, o Coro participa frequentemente em concertos, produz gravações aclamadas pela crítica e faz tournées pelo mundo.
Andrew Carwood é o Diretor de Música, e o primeiro não-organista a liderar a música em St. Paul’s desde o séc. XII. Reputado como um dos músicos mais versáteis da sua geração, e com uma carreira ilustre como cantor antes de assumir a direção do coro.

Haverá ainda oportunidade de ouvir outros coros de referência: o Coro Gregoriano de Lisboa, o Coro Capela Nova e o Coro de Câmara Lisboa Cantat.

 

Mais informações

 

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“ORA ET LABORA”
ESPETÁCULO DE VIDEO MAPPING INTERATIVO


Já dentro do espaço da Mostra, no claustro D. Dinis, poder-se-á assistir a um espetáculo de video mapping interativo que celebra a herança conventual do Mosteiro de Alcobaça: “Ora et Labora” pela GEMA digital.

Os mosteiros são de pedra, mas também são de alma. São feitos de paredes, mas também da luz que, do seu interior, emana para as janelas. São a história dos acontecimentos, dos monges que lá moram e moraram… mas também dos produtos que eles criaram. Os mosteiros são obra monumental. Mas também obra do dia-a-dia. Saberes e sabores que são apurados ao longo de séculos e que depois dão fama mundial a uma comunidade. O mosteiro de Alcobaça foi construído a partir da vontade dos homens: de decisões, mas também de orações. Porque a visão que lhe deu origem nasce da regra de São Bento que reza: “Orar” é tão importante quanto “Laborar”. E pela passagem do tempo, pelo fascínio que o monumento provoca e pela fama dos produtos que os monges ajudaram a cultivar e a conceber, juntamos agora mais atributos a este lema: “Orar, Laborar, Amar e Inspirar.” Conceito – Orar, Laborar e Inspirar.

 

Mais Informações

 

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Os espetáculos “Sons do Silêncio'' e "Ora et labora" video mapping interativo estão integrados na Programação Cultural em Rede da Operação Lugares Património Mundial do Centro e integrado na XXI Mostra Internacional de Doces & Licores Conventuais.

A operação “Lugares Património Mundial do Centro” é promovida e coordenada pela Turismo Centro de Portugal em parceria com os municípios de Alcobaça, da Batalha, de Coimbra e de Tomar e a Universidade de Coimbra, com a colaboração do Ministério da Cultura, através da Direção-Geral do Património Cultural e da Direção Regional de Cultura do Centro. Este projeto conta ainda com o apoio estratégico da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, sendo um projeto cofinanciado pelo programa Centro 2020.

 

 

 

 

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OUTROS DESTAQUES

 

BOTICA DOS MONGES

Tenda na Praça D. Afonso Henriques

 

Uma novidade nesta edição, que funcionará numa tenda na Praça D. Afonso Henriques. Um espaço exclusivamente dedicado aos licores (ginja e outros licores).
Os monges cistercienses, dedicados agrónomos, cultivavam e conheciam bem as plantas, as frutas e as árvores. Produziam na sua “Botica” elixires e licores a partir das plantas, frutas e bagas, daí Alcobaça ser conhecida pelos seus magníficos licores que em tempos tiveram fins medicinais.

 

 

MAIOR PRESENÇA DE SEMPRE DE PRODUTOS CONFECIONADOS EM MOSTEIROS CISTERCIENSES

 

Nesta edição haverá a maior presença de sempre de produtos confecionados em Mosteiros Cistercienses (de Portugal, França e Espanha).

De Espanha, o Mosteiro de Santa Maria de Sobrado regressa à Mostra. Os monges desta comunidade monástica são responsáveis por transformar uma parte da produção de leite do Mosteiro no “Dulce de Leche”. Trarão ainda produtos de outros mosteiros cistercienses: Monasterio Cisterciense de El Salvador e Monasterio Cisterciense de Santa Maria de Huerta e, também, produtos das Benedictinas de Trasmañó.

De França, teremos pela primeira vez, os maravilhosos chocolates feitos no Mosteiro Cisterciense - L’abbaye Notre-Dame d'Igny. Como é um Mosteiro feminino de clausura estes produtos estarão presentados pela delegação de Aubergenville (cidade geminada com Alcobaça).

A ordem de Cister tem uma casa atualmente em Portugal e é com grande honra que Alcobaça recebe uma vez mais as Monjas Cistercienses de São Bento da Porta Aberta, que nos trazem diversos produtos confecionados por estas religiosas.

 

 

OUTRAS PRESENÇAS MONÁSTICAS


» O Mosteiro de Singeverga confeciona atualmente o único licor produzido em espaço Monástico em Portugal – Licor de Singeverga.
» As Irmãs do Mosteiro do Louriçal são uma presença assídua nesta Mostra e brindam-nos uma vez mais com as suas maravilhosas iguarias.

 

  

 

 

 

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